domingo, 29 de janeiro de 2012

FOGÃO DE LENHA - FRANGO NA BRASA E OUTRA "QUEIMADA"



O rei disse-lhe:
Quantas vezes será preciso conjurar-te a que só digas a verdade em nome do Senhor? `


Amigas e Amigos,

          Antes de apresentar a receita de hoje, comento um post do Blog da Folha “Presidente 40”  (http://presidente40.folha.blog.uol.com.br), no último  dia 26, abordando um frase polêmica que teria sido pronunciada no Fórum Social, em Porto Alegre-RS:
Ex-assessor especial do governo Lula, o escritor Frei Betto mostrou hoje no Fórum Social que mantém o gosto pela polêmica e a fidelidade ao PT. Convidado para um debate sobre os preparativos da Rio+20, ele  surpreendeu a platéia iniciando sua fala com um petardo contra os tucanos. "A diferença entre PT e PSDB é que o PT dialoga e o PSDB manda a polícia para conversar", disse.Os alvos, claro, eram o governo do tucano Geraldo Alckmin e as ações da PM paulista na cracolândia e na favela do Pinheirinho. Num Fórum despartidarizado, que lembra pouco as suas primeiras edições, a frase foi recebida com poucos aplausos. A ex-petista Marina Silva, que participava da mesa, não se manifestou.

          A truculência apresentada na retomada da favela do Pinheirinho deve merecer críticas – até mais veementes dos que as apresentadas até agora. Penso que partidarizar, como fez Frei Betto, essa barbárie em nada agrega para que possamos excluir de nossa convivência essas atitudes que agridem a própria democracia, tão escarnecida por nossas autoridades.

          Talvez Frei Betto tenha esquecido de uma ocorrência de São Raimundo Notato, que virou notícia conforme o site “Dom Inocêncio” (http://dominocencio.com), em fev/2011, cujo “diálogo” me parece semelhante ao do Pinheirinho:
O prefeito padre Herculano Negreiros (PT), mandou uma equipe da Prefeitura Municipal de São Raimundo Nonato demolir o prédio de uma Igreja evangélica, localizada no bairro Baixão da Guiomar na manhã desta quarta-feira (23). De acordo com informações, o prédio teria sido erguido numa área destinada à construção de uma via pública, por isso, o padre determinou a destruição, através de um decreto. A demolição aconteceu no final da manhã, quando um funcionário da prefeitura municipal compareceu ao local conduzindo um trator para cumprir o decreto assinado pelo gestor. Uma equipe da Polícia Militar de São Raimundo Nonato foi chamada ao local, para evitar qualquer confronto entre moradores e servidores. A maioria das pessoas que moram no local ficou revoltada com a decisão.Os proprietários do prédio, onde funcionava a Igreja informaram que possuem um documento que atestaria a propriedade da área. Essa não é a primeira vez que o padre manda destruir casas em São Raimundo Nonato, no primeiro ano do seu governo, ele determinou que servidores demolissem casas construídas na área do antigo aeroporto, sob a alegação de que o terreno pertencia a Aeronáutica e não podia ser invadido.

          Provavelmente, Frei Betto não lembrou também de um fato ocorrido em 2004, na cidade de Arujá, noticiado pelo “Jornal da Cidade” (http://www.jornaldacidadearuja.com.br, onde o “diálogo” se fez em forma de baderna:
Na madrugada de ontem, 28, a Guarda Municipal prendeu em flagrante integrantes do Partido dos Trabalhadores que faziam distribuição de panfletos com ataques ao prefeito Abel Larini, visando atingir o candidato apoiado por ele, Luiz Bananeiro, assim como atacava o candidato do PMDB, Genésio Severino da Silva, e sua vice, Virgínia Alegri. Outro fato envolvendo integrantes do PT ocorreu no dia 22 de setembro, quando a Polícia Militar flagrou militantes arrancando material publicitário do candidato Genésio. No tocante à panfletagem, segundo os GMs, quando foram fazer a abordagem para verificar do que se tratava, os acusados partiram para a agressão, porém acabaram sendo conduzidos ao Distrito Policial, onde foi lavrado Boletim de Ocorrência para que os fatos sejam apurados.

          Vale registrar, ainda, as situações em que a militância partidária age como os policiais agiram na favela do Pinheirinho. Essa atitude inconseqüente não é exclusiva de qualquer partido, mas desempenhada por todos que se arvoram “senhores de alguma verdade presumida”. Um exemplo de que isso pode ocorrer inclusive com o Partido dos Trabalhadores é um post do Blog Políticos do Sul da Bahia (http://www.politicosdosuldabahia.com.br), de mai/2010:
Na manhã desta sexta-feira o clima esquentou em Buerarema e os aderentes do prefeito Mardes Monteiro (PT), realizaram uma manifestação contra o atual momento político no município. Mas a manifestação não terminou bem e se transformou em um “quebra-quebra” na cidade. Segundo informações, os manifestantes quebraram a câmara de vereadores e tentaram invadir a prefeitura. Incendiaram pneus na porta da câmara, prefeitura e no fórum municipal. Foi necessária a presença de reforço policial e houve um principio de confronto entre os manifestantes e os policiais. Sendo que várias pessoas tiveram que ir até ao hospital por conta da confusão. Vale lembrar que Mardes foi cassado em julho de 2009.

          Lembro aqui que São Domingos Gusmão, o fundador da Casa dos Irmãos Pregadores – os Dominicanos, ordem a qual pertence Frei Betto – levava em comunidade com seus seguidores a Véritas, como chamava a verdade libertadora. Verdade libertadora me parece algo bem distante da “verdade conveniente” proposta por Frei Betto no Fórum Social.

          Por todo seu histórico de luta social, Frei Betto, apesar desse aparente deslize, deve continuar combatendo as diferenças de classes ainda estão tão longe de serem erradicas – ou, pelo menos, minimizadas – em nosso imenso e tão desigual Brasil.



          Depois dessas considerações, vamos a receita de hoje que, espero, possa ser apreciada por vocês. Como sempre digo, façam “ajustes” nos ingredientes e nas quantidades dos mesmos para “criarem” suas próprias receitas, adaptadas aos sabores daqueles para os quais elas serão preparadas.

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FRANGO COM ERVAS NA BRASA

Ingredientes:

1,5 kg sobrecoxa de frango
(pode-se usar somente coxas ou coxas e sobrecoxas)

Ingredientes para o molho:

½  xícara de óleo
2 cebola médias picadas
3 dentes de alho picados
2 colheres (sopa) de sálvia fresca picada
1 colher (sobremesa) de alecrim fresco picado
1 colher (sopa) de manjericão fresco picado
1 colher (sobremesa) de orégano  
3 colheres (sopa) de hortelã fresca picada
3 colheres (sopa) de salsa picada
2 colheres (sopa) de cebolinha picada
1 colheres (sopa) de manjerona picada
½ xícara de vinho tinto seco
2 xícaras de água
Sal a gosto
Noz moscada ralada a gosto
Pimenta do reino (moída na hora) a gosto


Modo de preparar:

Misture todos os ingredientes do molho em um recipiente grande.

Acrescente os pedaços de frango (que devem ficar submersos).

Cobrir o recipiente e levar a geladeira.

Deixar marinando por, pelo menos, 1 hora.

Ao retirar da geladeira, deixe descansar por cerca de 10 minutos.

Acomode os pedaços em espetos.

Leve a churrasqueira (a uns 30 cm. das brasas).

Vire periodicamente os espetos, banhando os pedaços de frango com o molho em que marinaram.

Estarão prontos quando dourados. O frango deverá estar crocante por fora e sem ressecar por dentro.

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 A música para acompanhar a receita é “Prato do Dia”, de Geraldinho, interpretada pela dupla Liu & Léu.



          Um grande abraço e bom fim-de-semana para todos!




quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

TERTÚLIA NATIVA – CACHORRADA INSTITUCIONALIZADA



A vaidade propõe, e decide logo, de sorte que quando as coisas chegam ao entendimento já este está vencido;
o que faz é aprovar o preconceito anterior, que a vaidade lhe introduz,
e assim quando a vaidade busca o entendimento é só por formalidade,
e só para a defender, e autorizar, e não para aconselhar.
(Matias Aires)


Amigas e Amigos,

         Mais uma Tertúlia, este espaço para a cultura e a música de nosso País. Antes, porém, destaco uma aparente agressão a nossa Pátria, a partir de notícias sobre salários altíssimos de alguns – nem por isso, poucos – magistrados.

          E já não são poucos os que ocupam o noticiário por conta de salários exorbitantes, conforme material do jornal O Estado de São Paulo (http://www.estadao.com.br), do ultimo dia 23, falando das “vantagens” eventuais (talvez nem tão eventuais) dos magistrados do Rio de Janeiro e de São Paulo, informando que:
Os pagamentos milionários a magistrados estaduais de São Paulo se reproduzem no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A folha de subsídios do TJ-RJ mostra que desembargadores e juízes, mesmo aqueles que acabaram de ingressar na carreira, chegam a ganhar mensalmente de R$ 40 mil a R$ 150 mil. A remuneração de R$ 24.117,62 é hipertrofiada por “vantagens eventuais”. Alguns desembargadores receberam, ao longo de apenas um ano, R$ 400 mil, cada, somente em penduricalhos. A folha de pagamentos, que o próprio TJ divulgou em obediência à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – norma que impõe transparência aos tribunais –, revela que em dezembro de 2010 o mais abastado dos desembargadores recebeu R$ 511.739,23. Outro magistrado recebeu naquele mês depósitos em sua conta que somaram R$ 462 mil, além do salário. Um terceiro desembargador recebeu R$ 349 mil. No total, 72 desembargadores receberam mais de R$ 100 mil, sendo que 6 tiveram rendimentos superiores a R$ 200 mil. Os supercontracheques da toga fluminense, ao contrário do que ocorre no Tribunal de Justiça de São Paulo, não são incomuns. Os dados mais recentes publicados pela corte do Rio, referentes a novembro de 2011, mostram que 107 dos 178 desembargadores receberam valores que superam com folga a casa dos R$ 50 mil.

          Pois com esses aparentes absurdos, que afrontam a maioria dos trabalhadores brasileiros com salários que refletem o que efetivamente receberão a cada mês, sem nenhum “recursinho” extra, a idéia que fica é ser incompatível a aproximação de vergonha e justiça.

          Essa idéia da falta de vergonha vem com outra matéria do mesmo jornal sobre atitudes dos desembargadores, que já são alvos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para que sejam revistas leis que não lhes são “favoráveis”. Diz a notícia que:
Leis que disciplinam a ação e estabelecem o raio de alcance do poderoso Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) - unidade de inteligência financeira do Ministério da Fazenda que persegue fortunas ilícitas -, são o novo alvo da toga amotinada. Irritados com a abertura das contas e movimentações bancárias de todo o universo forense - 206 mil magistrados, servidores e familiares -, desembargadores da Justiça preparam o contragolpe. Eles miram precisamente a Lei 9.613/98 e a Lei Complementar 105/01 - a primeira impõe sanções à lavagem de dinheiro e criou o Coaf; a outra firma que o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários, nas áreas de suas atribuições, fornecerão ao conselho "informações cadastrais e de movimento de valores". A estratégia que pode enfraquecer o Coaf foi desencadeada pela Associação Nacional de Desembargadores (Andes). A entidade aponta inconstitucionalidade de alguns artigos do conjunto de normas que definem os limites do órgão rastreador de malfeitos pela malha bancária. [...] Razão da briga. No embate histórico que protagoniza para identificar fluxo financeiro incompatível ao contracheque de magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) teria obtido os dados pela via direta - ofício da corregedoria do CNJ foi acatado pelo Coaf, que fez a pesquisa pelos CPFs de cada personagem.

          Pode-se observar que não há qualquer preocupação com a exorbitância recebida, o que os magistrados passam a impressão de não querer é que sejam divulgados os vergonhosos números que poderiam não ter explicações razoáveis, o que poderia nos lembrar das afirmações de Daniel Dantas antes de ser liberado da prisão, para culminar nos últimos tempos com a retomada de seus bens por decisão judicial.

          Lembro aqui de uma análise dos passivos milionários do Judiciário, que revelariam falhas nas normas, feita pelo Professor Carlos Ari Sundfeld, da Escola de Direito de São Paulo, da Fundação Getúlio Vargas e Presidente da Sociedade Brasileira do Direito Público, onde ele constata que       
Autoridades resistem em divulgar informações detalhadas, precisas e claras não só sobre o que se paga ao pessoal, mas também sobre o modo como são tomadas as decisões de pagamento. É uma atitude que precisa mudar radicalmente, pois a publicidade administrativa é princípio constitucional. Há também outra razão: só a transparência permite descobrir e corrigir as falhas do sistema.      



          Essa cachorrada institucional fez-me lembrar um causo gauchesco “Uma vez, um cachorro!”, do Aparício Silva Rillo (1931-1995), um poeta, compositor, folclorista e escritor brasileiro, nascido em Porto Alegre-RS, mas com residência fixa em São Borja-RS, que publico abaixo.


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UMA VEZ, UM CACHORRO!

O cachorro, segundo um adágio que os gregos já conheciam, é o melhor amigo do homem.

Os gaúchos das Missões e Fronteira concordam. Mas explicam o porquê: é que cachorro não rouba china de rancho, se alimenta de restos e se contenta com um simples osso de fervido. Além do que, cuida da casa sem cobrar salário.

Pois há um cachorro nesse causo. Grande, pêlo negro-manchado, os dengues do seu dono – um fazendeiro de meias posses com estância nos campos de areia de São Chico de Assis.

O cachorro esse não era de caçar preás, como os guaipecas de sua raça; não pegava ratos (coisa para gatos...); comia ao pé do dono e tinha lá seu pedigree. Não se misturava com os demais da estância, só ia ao campo quando o dono o convidava com um jeito de assobiar que só ele conhecia.

Mas bueno. Sucede que na estância essa chega uma tarde um moço bem apessoado, vestindo pilchas de bom pano. Montava um rosilho cabos negros e trazia um cavalo de escoteiro. Notava-se, logo, ser gente de viajar bastante.

O dono da estância já o esperava. Chegara-lhe um recado, um dia antes. O tal moço, das bandas de Cruz Alta, estava a comprar bois gordos nas Missões.

– Buenas, senhores! – saudou de cima do rosilho.

– Boleie a perna e se chegue, amigo! O mate recém foi cevado.

 Apeou-se o forasteiro. Atou a montada pelo cabresto e dirigiu-se ao galpão de fogo.

O estancieiro de São Chico adiantou-se. A seu lado, rente às bombachas, o cachorro. O moço entreparou. Deu um vistaço geral no ambiente, seus olhos de gavião mouro deram com o cachorro, que nesta altura já rosnava, mostrando o branco dos dentes.

– Seu cachorro não tem cara de bons amigos, cidadão. Quem sabe o senhor o ata na corrente ou pede a um peão para prendê-lo?

– Nem se preocupe, amigo. Vá chegando no mais que eu garanto que o Negro não lhe salta. É que ele é um pouco nervoso.

O moço deu mais dois passos, o rebenque pendurado no pulso pelo tento do fiel. Aí o cachorro rosnou mais forte e arrepiou o pêlo do lombo.

– Segure seu cachorro, meu amigo. Com bicho desse porte não se brinca.

– Passe, passe no mais. O cachorro é ensinado. A um grito meu ele se entoca no galpão. Não tenha medo.

– Prevenção não é medo, meu amigo. No dia que eu fugir de um cachorro mando cortar os meus bagos pra lingüiça.

– O Negro...

Não acabou o dono de terminar o que iria dizer e o cachorro saltou sobre o moço. Este, já prevenido, quebrou o corpo e, rápido como um bote de cruzeira, apanhou o cachorro por uma das pernas. Foi pegá-lo e baixar-lhe o rebenque, com tanta raiva e força que o Negro – o mimoso do patrão – mijava em arco e ganiçava como um desesperado.

Um último rebencaço apanhou-o por entre as orelhas e, se é que cachorro desmaia, o Negro desmaiou. Caiu como um trapo junto às botas do serrano.

O dono do cachorro abespinhou-se.

– Mas que barbaridade, seu! Surrar um cachorro deste jeito. Pode até ter matado o animalzinho!

– Animalzinho, é? Com um metro de altura? Com essa boca de engolir mogango?

– Bueno, eu mando passar salmoura no cachorro. Mas agora passe. Vamos tratar do negócio dos bois. Qual seu nome, mesmo?

– Não interessa mais, cidadão. Nem quero saber o seu.

Já montado, casaco aberto para mostrar os "ferros", arrematou:

– Homem que não manda num cachorro não merece confiança de ninguém. Faça bom proveito dos seus bois.

Deu rédeas ao rosilho e saiu assobiando, como cruzeira na cria!

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Para fechar esta Tertúlia Nativa, a música “Faz de conta”, de Colmar Duarte, Armando Vasquez, Valdir Santana e João Chagas Leite, com o saudoso César Passarinho, o “Cantor Símbolo das Califórnias”..

   

Um grande abraço e até nossa próxima Tertúlia!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ORATÓRIO CAMPEIRO - MODELOS E SÃO FRANCISCO DE SALES




Cuida para que se execute esse trabalho segundo o modelo que te mostrei no monte.”



Amigas e Amigos,


Ao ler o Diário Popular (http://www.diariopopular.com.br), hoje, encontrei uma matéria informando que o monitoramento de gastos do governo deverá ser apresentado em tempo real para os contribuintes. Dizia a notícia que:
A presidente da República, Dilma Rousseff, disse na segunda-feira (23), na abertura da primeira reunião ministerial este ano, que cada ministério terá até junho para apresentar um modelo de monitoramento eletrônico, em tempo real, no qual todos os gastos e transações de cada pasta possam ser vistos e cobrados na hora pelo governo. A ideia é aumentar a transparência e evitar fraudes em convênios. […] O porta-voz disse ainda que com a cobrança maior por parte da população quanto à oferta de mais serviços públicos, é necessário que o governo ofereça melhores serviços. Isso não é uma questão básica de reforma do Estado. Isso é como fazer com que o Estado dê serviços melhores para a população, afirma.

          Em princípio, acredito que a intenção da presidente é reforçar a democracia, tão achincalhada por diversos setores dos Poderes desse País. Preocupa-me o prazo concedido aos ministros (até junho), pois lembro que além das eleições para prefeito – próximas – e do envolvimento de todos os politicos no evento, temos um Carnaval tardio – final de fevereiro – o que torna o início do ano praticamente transferido para março.

          Por outro lado, considerando que os gastos e transações de cada pasta são gastos e transações independente da pasta, não seria mais lógico um modelo único de monitoramento eletrônico para aumentar a transparência e evitar fraudes em convênios? Ou a idéia é exatamente não conseguir esses modelos até junho? Não gostaria de acreditar que tenha sido mais uma frase de efeito para disfarçar uma provável ausência de esperada reforma ministerial.

          Enquanto não aparecem os solicitados modelos, lembro que nesta terça-feira celebramos a festa de São Francisco de Sales, o padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra; e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Francisco de Sales, que viveu entre 1567 e 1622, foi Bispo de Genebra, fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época como madre Joana de Chantal, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.



          Segundo o portal das Irmãs Paulinas (http://www.paulinas.org.br), São Francisco de Salles:
publicou o livro que se tornaria imortal: "Introdução à vida devota". Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação o célebre "Tratado do Amor de Deus", onde desenvolveu o lema : "a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida". Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor spiritual, não tinham dúvidas a respeito de sua santidade.[…] Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

          A sugestão para esta semana é orarmos pela transparência das contas públicas, pedindo a intercessão de São Francisco de Sales.

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ORAÇÃO A SÃO FRANCISCO DE SALES

Ó Deus, que para a salvação das almas,
Fez São Francisco de Sales, seu confessor e bispo,
Que lutava para que todos os homens e mulheres
Se submetessem a Vossa misericordiosa vontade
E fossem infundidos com a suavidade da caridade,
Guiados por seus ensinamentos,
Pedimos pela intercessão deste vosso servo
A graça de iluminar nossos Ministérios.
Através de Cristo, Nosso Senhor.

Amém!


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Para acompanhar este Oratório, segue a música “Cantiga Sertaneja”, do Padre Zézinho, interpretada pelo grupo Cantores de Deus, que está lançando o DVD “Mulheres”, gravado ao vivo.


  
  
Um grande abraço e que a Paz de Cristo permaneça conosco!


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

ABRINDO A PORTEIRA - AI, SATIAGRAHA, AI, AI...



O valor de um ser humano reside na capacidade de ir além de ele próprio,
de sair de dentro de si próprio, de existir dentro de si próprio e para as outras pessoas.
(Milan Kundera)




Amigas e Amigos,

         Ao abrir a porteira para mais uma semana, deparo-me com manifestações de rigoroso (des)controle do dinheiro público por parte dos poderes constituídos em terras brasileiras.

         A primeira notícia relacionada ao assunto diz respeito a devolução das 27 fazendas, com 450 mil cabeças de gado, ao banqueiro Daniel Dantas (investigado por crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas), alvo da operação Satiagraha (que não tem qualquer relação com o "se eu pego", do M. Teló), da Polícia Federal contra o desvio de verbas públicas, corrupção e lavagem de dinheiro. Essa operação foi desqualificada pelo Superior Tribunal de Justiça.

         A outra decisão judicial de grande repercussão foi a que determinou a reintegração de posse de um terreno (1,3 milhão de metros quadrados), na comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos-SP, da massa falida da empresa Selecta S.A., do empresário Naji Nahas, também alvo da operação Satiagraha, que deu origem a uma verdadeira batalha campal na região, conforme se percebe na foto abaixo.



         Para reavivar a memória, recorri a uma matéria do jornal O Globo (http://oglobo.globo.com), de 8/07/2008, sobre uma entrevista coletiva do procurador da República Rodrigo de Grandis esclarecendo que “Daniel Dantas e Nahi Nahas comandavam duas organizações distintas, porém ambas voltadas a crimes no mercado financeiro”. Nesta mesma matéria, o delegado Protógenes Queiroz afirmava que essa situação era “perniciosa para o nosso país” e acrescentava: “Ficamos assustados com a estruturação das duas organizações e o nível de intimidação e poder de corromper delas [...] as investigações levaram a um desdobramento mostrando que eles também teriam participação no Mensalão”.

         Na página “Terra Magazine” (http://terramagazine.terra.com.br), de 11/07/2008, foi registrada uma declaração interessante de Daniel Dantas, logo após serem liberados – habeas corpus do presidente do Supremo, Gilmar Mendes – outros dois presos na mesma operação, o megainvestidor Naji Nahas e o ex-prefeito, de São Paulo, Celso Pita. O banqueiro teria dito ao delegado Protógenes que iria contar tudo, com as seguintes palavras: “...vou contar tudo sobre todos. Como paguei um milhão e meio para não ser preso pela Polícia Federal em 2004... tudo sobre minhas relações com a política, com os partidos, com os políticos, com os candidatos, com o Congresso... tudo sobre minhas relações com a Justiça, sobre como corrompi juízes, desembargadores, sobre quem foi comprado na imprensa...”.

         Coincidência, ou não, após os solavancos provocados pela declaração acima, as “melancias” foram se acomodando nos “caminhões” dos Poderes. E essa acomodação – que culmina com essa “devolução” de bens, talvez não devidos, ao banqueiro e ao megainvestidor, com ações violentas – começou já na primeira semana após a publicação da declaração acima, conforme se pode encontrar em matéria da Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br), de 17/07/2008, dando conta que:
Apesar de ter dito publicamente que Protógenes Queiroz devia continuar na Operação Satiagraha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalizou na segunda-feira o afastamento do delegado da investigação sobre o banqueiro Daniel Dantas [...] Segundo reportagem, mesmo com o esforço para aplacá-la, a crise acabou chegando à ante-sala do presidente, com conversas gravadas do advogado e petista Luiz Eduardo Greenhalgh com o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho. A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, também teria manifestado irritação com a exposição de seu nome no caso. Em conversa com o presidente, o ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou que ele e o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, consideravam "insustentável" a permanência de Queiroz, apesar da eficiência técnica do inquérito que culminou na prisão de Dantas.

         Fica a vontade de que o propalado “ordenamento legal” e que as “decisões revestidas de densa fundamentação jurídica” não se percam por falácias. Fica, também, a expectativa de que todo o impacto provocado nos cofres públicos e nas divisas brasileiras sejam, devidamente, recuperados. E que tudo seja apenas uma coincidência de fatos dentro de uma ordenação temporal histórica. Mas, como se diria no linguajar gaúcho: Que baita coincidência, tchê!
  
Para acompanhar esse início de semana, a música escolhida, para não esquecermos a imensa diferença existentes entre as classes sociais de nosso país, é “Operário, Vida, Viola”, de Antônio Victor, com a interpretação de Chico Rey & Paraná.
     
  

Um grande abraço e até a próxima!


sábado, 21 de janeiro de 2012

FOGÃO DE LENHA - DOCE ALFAJOR E AMARGO EMBRÓGLIO




Nunca o olho do ávido dirá,
assim como não o dizem jamais o mar e o inferno: a mim basta.
(Mateo Alemán)




Amigas e Amigos,


         Neste primeiro Fogão de Lenha de 2012, após um período de férias em Buenos Aires, trago uma receita que faz muito sucesso por lá e que percebi, frequentando as confeitarias da capital argentina, um sabor e uma leveza muito além do que nos acostumamos a apreciar em produtos industrializados (também saborosos para apreciadores como eu). Falo dos alfajores, uma delícia que não foi criada naquele país irmão - nem no Uruguai - mas que recebeu nesses países um toque tão especial que me sugere chamá-lo de aperfeiçoamento.

         Antes de nossa doce receita de hoje, um comentário sobre uma notícia menos doce. Segundo a Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br) desta sexta-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo está investigando pagamentos de R$ 600 mil a juízes daquele estado. Diz a matéria que:
Dois desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo que ocuparam a Comissão de Orçamento e Finanças da corte são alvo de investigação pelo suposto recebimento privilegiado de cerca R$ 600 mil de verbas atrasadas, cada um, dos cofres do TJ, entre 2006 e 2010. Os magistrados Fábio Gouvêa e Tarcísio Ferreira Vianna Cotrim participaram da comissão na gestão do ex-presidente do tribunal, Roberto Bellocchi (2008-2009), que também foi beneficiário de um pagamento sob apuração pelo tribunal paulista, no valor de R$ 1,5 milhão. No mesmo período, o terceiro membro da comissão foi o desembargador do TJ e atual presidente do TRE (Tribunal Regional Eleitoral), Alceu Penteado Navarro. O pagamento feito a Navarro no valor de cerca de R$ 400 mil também está sendo investigado por suposta violação aos princípios da isonomia e da impessoalidade, como revelado pelaFolha ontem. Os desembolsos milionários feitos aos quatro desembargadores e ao ex-presidente do TJ Antonio Carlos Viana Santos, morto em janeiro de 2011, formam o quadro dos cinco casos mais graves em apuração, sob a ótica da direção da corte. A Folha procurou os desembargadores Gouvêa e Cotrim por meio da assessoria de imprensa do TJ, mas eles não responderam até a conclusão desta edição. Bellocchi disse que os pagamentos corresponderam a créditos a que ele tinha direito. O advogado dos herdeiros de Santos, João Costa, disse que a família não foi notificada sobre as apurações. Outros 24 desembargadores que tiveram recebimentos fora do padrão do tribunal também estão sendo convocados a prestar explicações, porém essas situações têm indícios mais fracos de irregularidades, segundo a nova gestão da corte. As quitações feitas a esse grupo não superam R$ 400 mil para cada um. Segundo o presidente do TJ, Ivan Sartori, os desembolsos sob investigação referem-se a verbas devidas aos magistrados, a título de auxílio-moradia, indenizações por férias ou licenças não gozadas. Em regra, os pagamentos de atrasados ocorrem em várias parcelas de pequeno valor, o que não teria ocorrido nos casos investigados. Magistrados ouvidos pela reportagem afirmam que, mesmo em casos de necessidade médica, os desembargadores recorrem a familiares, amigos ou até empréstimos bancários para não "furar a fila" do tribunal.

         Se confirmadas as irregularidades, os desembargadores poderão ser devidamente "punidos" (como sempre acontece nestes casos), sendo afastados de suas funções atuais, com precoces e abundantes aposentadorias. E, envergonhados, somente lhes restará como consolo usufruir da verba desviada, pois - conforme já observado em situações semelhantes - pouco, ou quase nada, retornará aos cofres públicos.

         Esses "pequenos" desvios de verba, e de caracter, permitem entender porque tantos nos diversos níveis do judiciário nacional tentam desclassificar o trabalho realizado por parte do Conselho Nacional de Justiça - liderado pela corregedora Eliana Calmon - no combate a corrupção (aparentemente instalada) no próprio Judiciário, que ainda não entende - talvez pela soberba de seus principais líderes - quem é o seu verdadeiro patrão e pagador de seus salários: o povo brasileiro, com o recolhimento de altíssimos impostos.

         Para adoçar nosso fim-de-semana, vamos falar um pouco da receita de hoje. Conforme a enciclopédia livre Wikipédia (http://pt.wikipedia.org), acredita-se que o alfajor, tradicional doce da Espanha, Argentina, Chile, Peru, Uruguai e de outros países ibero-americanos, tenha sido criado no Equador (mas não existem fontes que confirme essa criação). Essa enciclopédia informa que o alfajor é muito popular na Argentina, onde é tratado como um ícone do país, que consome seis milhões deles todos os dias, e o define como um composto por camadas de massa "que após assadas devem ser levemente crocantes e macias, quase esfarelando, mas firmes e com recheio de doce de leite".





         Coloco abaixo a receita, com tradução livre, para que vocês experimentem.

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ALFAJOR

Ingredientes:

100 g. manteiga
3/4 de xícara de açúcar
1 ovo
1 gema 
2 colheres de chá de baunilha
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
1 xícara de maisena
350 g. de doce de leite
50 g. de coco ralado

Modo de fazer:

Coloque a manteiga (a temperatura ambiente) em uma tigela.
Acrescente o açúcar e misture bem.
Adicione o ovo, a gema e a baunilha.
Misture bem, para integrar os ingredientes.
Aos poucos, incorpore a farinha, o fermento e o amido. 
A massa deve ficar macia e sem grudar nos dedos.
Se necessário, adicione um pouco mais de farinha.
Deixe a massa descansar na geladeira por cerca de 5h. em um saco plástico (pode-se deixar de um dia para o outro).
Quando retirar a massa da geladeira, remova o saco plástico.
Deixe a massa descansando para retomar à temperatura ambiente.
Com um rolo, abra a massa (espessura de  1 cm).
Com auxílio de um molde redondo, corte toda a massa em pequenos círculos.
Pré-aqueça o forno em temperatura médio-alta por alguns minutos.
Coloque os círculos de massa em uma placa sem untar, deixando um espaço entre eles para que eles não se unam.
Asse por aproximadamente 10 minutos. 
Com auxílio de uma espátula, levante um dos círculos de massa e verifique se está tomando cor.
Eles não devem dourar demais.
Após retirar do forno, esperar que esfriem.
Cubra, generosamente, um círculo com doce de leite e coloque outro por cima.
Emparelhe o doce de leite nas bordas com auxílio de uma faca.
Coloque o coco ralado em um prato e faça os alfajores “rolarem” (como na figura abaixo), para o coco se fixar nas bordas.



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         O seu melho alfajor, o que lhe agradará mais, provavelmente não será o obtido na primeira execução da receita. Após algumas tentativas, você irá descobrir qual o tempo ideal de descanso na geladeira, o melhor tempo para assar em seu forno, a proporção perfeita entre maisena e farinha de trigo, a possibilidade de mais gemas ou até mesmo de mais ovos. Mas garanto que vale a pena começar.

         Para acompanhar a receita de alfajor, a intérprete gaúcha Shana Müller canta de Érlon Péricles a música "Ao sopro da Chacarera".



         Até o nosso próximo encontro e um grande abraço!
 


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

ABRINDO A PORTEIRA - NEM TÃO BOAS, NEM TÃO NOVAS



Procura, diante dos acontecimentos ter as tuas reações, não as dos outros.
(Agostinho da Silva)


Amigas e Amigos,

Após mais de vinte dias passeando por terras portenhas (saboreando assados de variados tipos de cortes de carne), me dediquei hoje a um antigo hábito que gosto de cultivar. Li um jornal impresso – após muitos dias de atualização somente pelos portais dos nossos periódicos – e constatei que o período não é mesmo de grandes mudanças. 


          Na capa do Correio Braziliense encontro, como principal manchete, o destaque “O mundo em crise e o Brasil de Férias”, informando que o país voltou a crescer além do projetado pelo mercado e salientando o atestado da ONU de que os gastos dos brasileiros viajantes contribuíram para a salvação do turismo no mundo.

          No Correio, na coluna “Nas entrelinhas”, pode-se perceber que a guerra de vaidades entre PT e PMDB está começando, de olho nas próximas eleições, e a disputa pelo maior número de prefeituras (o cargo de vice-prefeito – aquele que como todo vice em nosso governo ganha para ficar parado – também entra nesse embate) tende a ditar novos procedimentos para os próximos passos governamentais. Já há quem diga que a propalada reforma ministerial será um “arranjinho” pontual e com o pensamento voltado para os próximos palanques a serem visitados.

          Sobre a Justiça, o Correio trouxe uma matéria sobre “O julgamento, 13 anos depois do assassinato” da deputada federal Ceci Cunha. São 13 anos de recursos protelatórios (o nome que a justiça arrumou para embromação) e só está acontecendo porque o Conselho Nacional de Justiça mandou apressar o julgamento. Como toda tramóia envolvendo políticos em nosso país, esse julgamento também está transformado em grande confusão, onde testemunhas e acusados trocam versões (e caem em contradições) periodicamente.

          Na “queda de braço” entre o ministro Guido Mantega e o secretário executivo de sua pasta, Nelson Barbosa, parece que a vantagem está com Barbosa, pois quando o ministro disse que a crise européia era uma “marolinha”, o secretário falou que o problema era mais grave e que poderia afetar a economia brasileira. Mas, nesse caso, a “luta” continua...

          Enquanto o combate ao crack segue a passos lentos, após dois meses do lançamento do programa federal, o BBB vira caso de polícia com um suposto estupro que, até prova em contrário, desde o primeiro programa do gênero – em todas as emissoras que se dispõem a apresentar esse tipo de “atração” – vem sendo estimulado pelos responsáveis pelos programas, com excesso de bebidas, festas sensuais, alcovas estimulantes e sei lá o que mais. Mas nada que não seja resolvido com um bom acordo entre todos os envolvidos, pois os participantes se preparam para este tipo de orgia, a emissora terá bons argumentos para convencer polícia e quem mais vier sobre suas “boas intenções”, lembrando que as eleições já estão aí e...

          A nota tragicômica fica por conta da página 5 do jornal, onde se encontra que a ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, está frequentando aulas noturnas no Detran-DF para recuperar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), vencida e com multas por estacionar em local proibido. Lembra a nota que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também fez aulas no Detran-DF para recuperar a sua CNH, suspensa por uso de celular enquanto dirigia. São apenas dois “grandes exemplos” de como nossos ministros se preocupam com nossas leis – e até com nossa segurança. Ainda bem que os ministros não precisam enfrentar o “stress” de uma reforma ministerial, já que, no máximo, haverá uma marolinha na Esplanada.

          Leitores deste blog, como estive fora de nosso pais por alguns dias, inicio está semana com Marcello Caminha, um dos maiores violonistas do Rio Grande do Sul, interpretando de sua autoria “Alguém distante”.

 

          Um grande abraço e boa semana para todos!