quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

TERTÚLIA NATIVA - ZÉ CLÁUDIO E O PONCHO MOLHADO



O sentir é irredutível ao dizer.
Só o estar sofrendo diz o sofrer.
(Vergílio Antônio Ferreira)

Amigas e Amigos,

            Quando abri a porteira para esta semana, na última segunda-feira, prometi uma Tertúlia com esse eterno grande nome da música regional do Rio Grande do Sul que foi enterrado ontem, após 6 meses internado no Hospital Mãe de Deus, em Porto Alegre (RS), para tratar de um estrago provocado pelo fumo em seu organismo. Falo, com saudade, do  cantor e compositor José Cláudio Machado, que morreu na última segunda-feira em conseqüência de um enfisema pulmonar. Recorri a alguns jornais gaúchos para prestar essa pequena homenagem.

Crédito: Andréa Graiz/Agencia RBS

           O jornal Zero Hora (http://zerohora.clicrbs.com.br), ao noticiar a morte do Zé Cláudio, informou que ele:
foi o grande vencedor da Califórnia da Canção Nativa em sua segunda edição, em 1972, época de ouro do grande festival de Uruguaiana que hoje é considerado patrimônio cultural do Rio Grande do Sul. A canção Pedro Guará, que lhe deu a Calhandra de Ouro, foi composta em parceria com Cláudio Boeira Garcia e se tornou uma das mais conhecidas de seu vasto repertório – ela deu título a um de seus álbuns mais conhecidos, gravado em 1990. O músico também ficou conhecido por interpretações como a de Pêlos, Milonga Abaixo de Mau Tempo e Campesino e pelas duas passagens pelo grupo Os Serranos, a última na segunda metade dos anos 1980, quando gravou o disco Isto É... Os Serranos. Machado também tocou com Os Tapes, Bebeto Alves, Luiz Marenco e Mauro Moraes e gravou 14 CDs, o último deles Os Melhores Sucessos de José Claudio Machado, de 2007. Foi um dos idealizadores do Parque da Harmonia, hoje identificado como reduto dos tradicionalistas sobretudo no período que antecede o 20 de setembro. – Aquilo ali era primeiro um aterro, nós íamos fazer churrasco, passar o dia, jogar bocha. Um dia saiu um acampamento. E, quando se viu, era um parque – declarou, em uma de suas últimas entrevistas.

           Zé Cláudio fica na saudade dos que tiveram oportunidade de conhecê-lo, ou de conhecer sua obra, como grande entre os grandes cantores e compositores. Mas foi muito mais do que isso e, na reportagem do portal da Zero Hora sobre o enterro deste legítimo representante da música nativista, o testemunho de Renato Borghetti, o Borghettinho, deixa bem claro a influência do Zé Cláudio como gaiteiro de mão cheia: “– Se hoje sou músico, devo isso a Machado. No final da década de 1970, eu ia ao 35 CTG com meu pai e só ficava observando-o tocar. Era um cara diferente, que centralizava as atenções. Os movimentos dele, a técnica com a gaita, tudo para mim era uma referência. Não havia aula melhor”.

           Para recordar um pouco mais a vida deste marco da música gaúcha recorro a notícia de ontem do jornal Correio do Povo (http://www.correiodopovo.com.br), que destacou ao se referir a essa grande perda para a música do Rio Grande do Sul: “Em entrevista recente, Machado disse que parou de ir a festivais por não gostar de disputas e achar os resultados duvidosos. ‘Me sinto mal ganhando e me sinto mal perdendo, sou mau ganhador e mau perdedor’, disse”.

           O Diário Gaúcho (http://www.diariogaucho.com.br), na edição de 8 de outubro de 2009, trouxe uma matéria sobre a gravação do DVD “O Melhor do Canto e Encanto Nativo – Volume 2”, no Teatro São Carlos, em Caxias do Sul (RS), onde estavam reunidos, conforme a matéria, o melhor da música gaúcha, onde destaco um trecho para lembrarmos ainda mais deste músico gaúcho: “Quando Walther Morais e Nilton Ferreira cantaram Pelos, clássico de José Cláudio Machado, o público ouviu aquele trecho “Toca, toca, êra, êra...”, e o teatro quase veio abaixo na mesma hora! O final da apresentação foi ao som de fortes aplausos da platéia”.

           Em meados dos anos 90, experimentei a alegria de freqüentar o Bar Pulperia, na Cidade Baixa, em Porto Alegre, um verdadeiro templo do Nativismo, que recebia grandes músicos gaúchos e oferecia para seus clientes uma culinária gaúcha da melhor qualidade, servida em panelas de ferro e com jeito campeiro. Foi nessa Pulperia que tive oportunidade de assistir uma interpretação que lembro até hoje da música “Poncho Molhado”, na voz e violão de Zé Cláudio. Foi de tal forma marcante essa apresentação que se me perguntarem sobre outras músicas que tenham sido apresentadas naquela noite (quase madrugada), certamente não lembrarei.

           Nesta Tertúlia, público essa bela página da música regional gaúcha, cuja letra foi escrita pelo saudoso poeta de São Borja (RS), José Hilário Ajalla Retamozzo, e musicada pelo compositor de Sananduva (RS), Ewerton dos Anjos Ferreira.

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PONCHO MOLHADO
                                              José Hilário Retamozo/Ewerton Ferreira

Poncho molhado,
O olhar na tropa e no horizonte
Vai o tropeiro, devagar, estrada a fora
A chuva encharca,
Está chovendo desde ontonte
E dentro d'alma, esta demora

Irmão do gado,
Ele se sente nesta hora
E o seu destino, também vai, neste reponte
Igual a tropa, neste tranco, estrada a fora
Sempre encharcado de horizonte

A tropa segue, devagar, mugindo tonta
Talvez pressinta que seu fim é o matadouro
E o tropeiro, entristecido, se dá conta


O boi é bicho, mais tem alma sob o couro
O boi é bicho, mais tem alma sob o couro...

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           Para encerrar esta homenagem simples a esse grande músico, fica sua interpretação para a música “Poncho Molhado”.


           Um grande abraço e até o próximo encontro.

Wilmar Machado

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ORATÓRIO CAMPEIRO - SANTA LUZIA E OS VEREADORES "APAGADOS"


        
Assim tu caminharás pela estrada dos bons e seguirás as pegadas dos justos,
porque os homens retos habitarão a terra, e os homens íntegros nela permanecerão,
enquanto os maus serão arrancados da terra e os pérfidos dela serão exterminados.
(Livro dos Provérbios 2, 20-22)



Amigas e Amigos,

          Estamos na terceira semana do Advento, primeiro tempo do Ano Litúrgico e que antecede o Natal. Hoje, dia 13 de dezembro, é a Festa de Santa Luzia, da qual o próprio nome nos induz a uma associação com luminosidade.  



         Salvo engano, luz é exatamente o que está faltando na Câmara de Vereadores de Campinas (SP). Não estou falando da iluminação interna do prédio, mas da luz interior de seus ocupantes, os vereadores de uma cidade que – sem merecer e sem escolher – viu seus últimos executivos envolvidos em denúncias e escândalos por corrupção. Conforme a página de Política do portal Estadão (http://www.estadao.com.br), a noite não anda tão “calada” na referida cidade do interior paulista, pois:
Em meio a protesto de eleitores, a Câmara de Campinas aprovou na noite desta segunda-feira, 12, aumento de salário para os parlamentares de 126%. Dos R$ 6,6 mil pagos atualmente, os vencimentos chegarão a R$ 15 mil a partir de 2013, na próxima Legislatura. Dos 33 vereadores, 28 votaram a favor do reajuste e dois contrários — dois parlamentares estavam ausentes. O projeto é de autoria da Mesa Diretora da Câmara. A justificativa do presidente da Casa, Pedro Serafim (PSDB), que não votou, foi de que o reajuste refere-se à correção de todos os anos em que os salários não foram revistos, desde 1994. Durante a sessão, cerca de 200 pessoas assistiram à votação do aumento e protestaram contra o posicionamento dos parlamentares. A Guarda Municipal chegou a usar gás de pimenta para conter os manifestantes.

          Não vi qualquer notícia sobre quem seriam os manifestantes citados na matéria, mas acredito que representavam um número muito significativo de cidadãos campineiros. Devem representar, também, um bom número de trabalhadores assalariados que esperam ver seus salários reajustados por minguados índices não superiores a 1/10 do aumento edílico de 126%. Não estamos livres de, daqui a algum tempo, os abastados vereadores explicarem para os trabalhadores que eles conseguem ganhar muito dinheiro porque não ficam preocupados com picuinhas do tipo estudo e trabalho, pois “quem trabalha não tem tempo para ganhar dinheiro” (antigo aforismo).

         Mas hoje é, como citei no início, o dia de Santa Luzia, ou de Santa Lúcia, cujo significado pode ser traduzido como “a que é luzente como a aurora”, ou seja, a iluminada. A devoção a essa Santa remonta ao século V e os milagres que lhe são atribuídos fazem-na ser vista como uma das santas mais populares, sendo invocada principalmente para interceder na cura de doenças dos olhos ou da própria cegueira. Sobre a vida de Santa Luzia, o portal das Irmãs Paulinas (http://www.paulinas.org.br), diz que:
Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo. Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

          Neste período político, onde tantas denúncias de corrupção envolvem os poderes instituídos de nossa nação, a sugestão deste Blog é rezarmos para a intercessão de Santa Luzia, para que uma renovada luz possa mostrar a nossos representantes nos Executivos, nos Legislativos e nos Judiciários um novo caminho para o serviço a nosso povo e a nosso país.

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ORAÇÃO A SANTA LUZIA

              Ó Virgem admirável,
              Cheia de firmeza e de constância,
              Que nem as pompas humanas puderam seduzir,
              Nem as promessas, nem as ameaças,
              Nem a força bruta puderam abalar,
              Porque soubeste ser o templo vivo
              Do Divino Espírito Santo.
              O mundo cristão vos proclamou
              Advogada da luz dos nossos olhos,
              Defendei-nos, pois de toda moléstia
              Que possa prejudicar a nossa vista.
              Alcançai-nos a luz sobrenatural da fé,
              Esperança e caridade
              Para que nos desapeguemos
              Das coisas materiais e terrestres
              E tenhamos a força para vencer o inimigo
              E assim possamos contemplar-vos
              Na glória celeste.
              Amém!

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         Para acompanhar a oração deste dia, deixo abaixo a interpretação dos primos Abel (José Vieira) & Caim (Sebastião Silva) da música “Santa Luzia”, de Yolando Mondine e Dorival Teixeira. Essa música fez parte do primeiro LP da dupla, gravado em 1967.



          Até o próximo Oratório e que a Paz de Cristo permaneça conosco!

Wilmar Machado


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ABRINDO A PORTEIRA - O MINISTRO DA HORA



É preciso viver como se pensa,
caso contrário se acabará por pensar como se tem vivido.
(Paul Bourget)




Amigas e Amigos,



          Enquanto a reforma ministerial não chega, faz-se de conta que tudo vai muito bem nestas terras do pau-brasil. Para exemplificar esse “país das maravilhas”, o ministro da hora, ou melhor, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, alvo de acusações de irregularidades, afirma – desde a capital portenha – que essas denúncias já fazem parte de um “episódio superado”. 
         




         O portal G1 (http://g1.globo.com/), com notícia da BBC, informou na última sexta-feira que :

Pimentel está na capital argentina acompanhado do assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, para participar de reunião sobre assuntos comerciais com o país vizinho. 'Eu estou tranquilíssimo, já dei todas as explicações que tinham de ser dadas. Eu tenho certeza de que esse episódio está superado', disse o ministro aos jornalistas brasileiros, ao chegar ao Palácio San Martín, sede do Ministério das Relações Exteriores da Argentina. Questionado se iria ao Congresso Nacional, caso fosse convocado a dar explicações sobre as acusações de irregularidades, Pimentel respondeu: 'acho que não há necessidade, mas evidentemente, se o Congresso convocar, eu tenho que ir, porque a obrigação do ministro é atender às convocações do Congresso'.


 

         Tranquila com as declarações do ministro do Desenvolvimento, a ministra Ideli Salvatti, das Relações Institucionais (seria esse um Ministério da rubrica “pagamento de dívidas eleitorais”?), afirmou hoje que Fernando Pimentel tem a confiança da presidente Dilma. Segundo o portal UOL (http://www.uol.com.br/), a ministra teria dito que:

“Nós temos, em primeiro lugar, o apoio da presidenta. Ele [Pimentel] acompanhou a presidenta em viagem importante, que aconteceu este fim de semana na Argentina. E nós temos a convicção de que o ministro Pimentel tem prestado todos os esclarecimentos. É sempre importante e relevante realçar que ele não estava exercendo nenhum cargo público quando exerceu o seu trabalho de economista prestando consultorias. Ele não era nem ministro nem prefeito. Não era deputado nem senador. Estava exercendo a tarefa profissional dele de economista”.


 

         O portal UOL, para explicar as acusações contra o ministro do Desenvolvimento, faz referência ao jornal “O Globo”, que denunciou o suposto tráfico de influencia do ministro, entre 2009 e 2010, época em que ele prestou consultoria a empresas que acabaram fechando contratos com a prefeitura de Belo Horizonte – onde Pimentel foi prefeito e é aliado do atual prefeito. Nessa época, Pimentel atuava, ainda, na coordenação da campanha eleitoral da candidata Dilma Rousseff. Ainda no referido portal, pode-se encontrar que Otílio Prado, além de sócio do ministro em uma empresa, foi assessor especial de Pimentel na prefeitura de BH e exonerado de seu cargo em dez/2008. Voltou ao cargo dois dias após a exoneração para trabalhar no gabinete do prefeito Maria Lacerda.



         Na sexta-feira passada, o portal Política Hoje (http://www.politicahoje.com.br), disse que o sócio do ministro Pimentel, Otílio Prado, entregou seu cargo na prefeitura de BH para, segundo ele, preservar a imagem do seu amigo ministro. Segundo este portal:
A queda de Otílio se deu após a revelação de que a consultoria P-21 faturou R$ 2 milhões em dois anos, sendo que R$ 400 mil foram pagos pela empresa QA Consulting, que tem entre os sócios um filho de Otílio. Na gestão de Pimentel como prefeito de Belo Horizonte, essa empresa teve contrato com a empresa pública Prodabel (processamento de dados) no valor de R$ 173,8 mil. "Compreendo que a questão assume ares que vão além das questões factuais e não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito, pessoa pela qual nutro o maior respeito e reafirmo a minha lealdade, e tampouco causar prejuízo à imagem dessa administração e também à figura do ministro Fernando Pimentel", escreveu ele.

         Não consegui entender como que os mesmos motivos servem, na prefeitura Belo Horizonte, para afastar o assessor especial por suspeita de envolvimento em um suposto tráfico de influência, e no governo federal, para dar tranquilidade a uma ministra que chega ao ponto de afirmar que todos os esclarecimentos estão sendo prestados. A afirmação do jornal “O Globo” sobre a atuação da P-21 poderia ser usada para comprovar um paradoxo semântico dos mais consistentes, por ser rigorosamente verdadeira, em BH, e rigorosamente falsa, no DF, considerando o mesmo tempo?

         Com pesar, registro que a música gaúcha perdeu hoje uma de suas vozes mais marcantes: José Cláudio Machado (1948-2012), que já deve ter encontrado tantos amigos lá na Estância do Alto, cujo capataz, São Pedro, é padroeiro do Rio Grande do Sul. E com Pedro (Gaurá), José Cláudio venceu a Califórnia da Canção Nativa de 1972. Na Tertúlia Nativa desta semana farei uma homenagem especial a este representante da música nativa gaúcha.


         Para concluir esta postagem desta segunda-feira, na expectativa de que ainda possamos ver um país melhor do que nos tem sido oferecido nos últimos anos, a música hoje é de autoria de Zé Mulato, com o título "Dias Melhores". A interpretação dessa querumana é da dupla de irmãos (e amigos do Canto da Terra) Zé Mulato & Cassiano.




         Um grande abraço para todos, com saudades do grande intérprete Zé Cláudio!


Wilmar Machado


PROSA DE DOMINGO - UMA ARROGANTE CONSULESA



A soberba nunca desce de onde sobe,
mas cai sempre de onde subiu.
(Francisco Quevedo)

Amigas e Amigos,

          Hoje não teve o programa Canto da Terra, que volta no próximo domingo, das 10 horas até ao meio-dia, pelo Sistema Nova Aliança de Comunicação. Por conta disso, pude assistir o “Viola, Minha Viola”, com apresentação  de Inezita Barroso, esse ícone da música caipira, e as participações de Neymar Dias, Altemar Dutra Jr. e a dupla Mococa & Paraíso.



         À noite, lendo a revista Veja, na Internet, encontrei que a consulesa de Honduras em Belo Horizonte, conforme informação de Polícia Militar, ameaçou atear fogo em um morador de rua que dormia próximo ao prédio onde ela mora. Como parece que diplomacia em Honduras tem significado distinto do que se imagina por aqui, a distinta senhora está sendo acusada, também, de agredir o citado morador de rua. O portal da revista registra que:
A mulher do cônsul honorário de Honduras em Belo Horizonte, Marília Rodrigues de Pineda, foi acusada de agredir um morador de rua que há alguns dias dorme ao lado do prédio onde ela mora em Belo Horizonte com o marido, Héctor Nery Pineda Mendoza. Segundo a Polícia Militar, a consulesa também teria ameaçado atear fogo na vítima. Ainda de acordo com a PM, a agressão ocorreu no início da noite de sábado, no bairro Funcionários, área nobre da região centro-sul da capital mineira. O morador de rua José Rubens da Silva estaria dormindo há pouco mais de uma semana no local, próximo ao edifício onde vive a família do diplomata. Pela ocorrência, encaminhada à Polícia Federal, a consulesa teria xingado e agredido Silva com a coronha de uma arma. Ela ainda teria ameaçado a vítima para que ela deixasse o local. Segundo a PM, Silva sofreu ferimentos leves. No fim da tarde deste domingo foi feito contato com o Consulado Honorário de Honduras e com a residência do cônsul, mas ninguém atendeu. Na embaixada de Honduras, em Brasília, um funcionário informou que ainda não havia chegado nenhuma notificação sobre o caso. 
         Como a relação de nosso país com Honduras é “regada” a trapalhadas, conforme os desconfortos diplomáticos patrocinados pelo então presidente Lula ao conceder abrigo a Manuel Zelaya – presidente hondurenho destituído em junho de 2009 – na embaixada brasileira em Tegucigalpa, durante mais de quatro meses.

         Outro fato marcante dessa relação diplomática desastrosa foi o incidente envolvendo a consulesa brasileira Francisca Francinete de Melo, que foi barrada no aeroporto Toncontín, da capital Tegucigalpa, em um voo comercial saído de Miami-EUA. Como esse tipo de acidente sempre pode piorar, a consulesa brasileira acabou sendo deportada para os Estados Unidos. 

          Não é difícil imaginar que daqui a pouco se escute – ou se leia em algum rótulo – o Ministério da Saúde advertindo que “relações diplomáticas com Honduras fazem mal a saúde – consuma com moderação”. Fica a dúvida sobre a continuidade da investigação da “tortuosa relação entre a consulesa e o morador de rua que, provavelmente, roncava tão alto que perturbava o descanso da nobre consulesa. Enquanto isso, o Natal está se aproximando...

          Para concluir a prosa de domingo de hoje, escolhi – lembrando da ilustre “dama” hondurenha – a música “A enxada e a caneta”, de Teddy Vieira e Capitão Barduíno, interpreta pela dupla Zico & Zeca, Irmãos de Liu e Léu e primos de Vieira e Vieirinha.




          Um grande abraço e uma ótima semana.


Wilmar Machado



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

GALERIA SERTANEJA - INTERNET GRÁTIS E O CAVALO PRETO


             
Prefiro o sonho à ilusão; no sonho sabe-se que temos os olhos fechados
 na ilusão julgamos tê-los abertos.
(Condessa Diane de Beausacq)

Amigas e Amigos,

            Na madrugada de hoje, o portal d’O Estado de São Paulo (http://www.estadao.com.br) trouxe uma boa notícia para os viajantes de nosso país sobre internet ilimitada e gratuita nos aeroportos brasileiros, conforme promessa da Infraero, com prazo máximo da medida até março do próximo ano.

            Segundo o portal, o acesso gratuito a internet, hoje, está restrito a somente 15 minutos antes do embarque em Cúbica, Congonhas, Galeão e Brasília. Diz a matéria que:
Hoje restrita a apenas 15 minutos antes do embarque, a internet sem fio gratuita nos aeroportos agora vai ser ilimitada. A decisão é da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que tem 20 dias para contratar uma ou mais empresas de telefonia que vão prestar o serviço. A estatal garante que todos estarão conectados a partir do começo do ano que vem - março é o mês limite para a medida entrar em vigor. A decisão vai valer nos aeroportos de São Paulo (Cumbica, Congonhas, Viracopos e Campo de Marte), Rio de Janeiro (Galeão, Santos Dumont e Jacarepaguá), Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Brasília, Manaus, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Natal, Salvador e Cuiabá.

            É um começo, e apenas um começo, pois o acesso “ilimitado” está dentro de certos limites ditados pela região geográfica do início da viagem, ou seja, a “regra imposta pela Infraero é que a internet gratuita só pode ser usada a partir do aeroporto de origem”. O gratuito é válido, também, na circunstância acima, pois na volta, se quiser ter acesso deverá pagar pelo tempo de conexão.

            Ainda segundo o Estadão, os locais de acesso gratuito e ilimitados (na ida) terão algumas restrições, conforme publicado:
A internet livre não vai ficar disponível no aeroporto inteiro - somente na área de embarque, depois do raio X. Para que o passageiro consiga se conectar à rede, duas alternativas estão sendo estudadas. A primeira é deixar o processo funcionando como é hoje: com o cartão de embarque na mão, o passageiro vai ao balcão de informações da Infraero e pega um cartãozinho com uma senha e um passo a passo de como se conectar. [...] A segunda alternativa é negociar com as empresas o desenvolvimento de um aplicativo específico que o usuário possa baixar em vários equipamentos - computador, tablet ou smartphone - e, com ele, fazer login e senha para entrar na internet.

            Como a Galeria Sertaneja desse Blog é o espaço para a publicação de uma letra, seguida de sua interpretação, de alguma obra caipira ou regional de nossa música brasileira, vamos conhecer (ou relembrar) uma moda campeira escrita por Anacleto Rosas Jr, que nasceu em 18 de julho de 1911, em Mogi das Cruzes (SP), e morreu em 4 de fevereiro de 1978, em Taubaté (SP). Essa moda é “Cavalo Preto”, gravada em 1946 pela dupla Palmeira e Luizinho.



            Nessa história, um “caboclo folgado” viajava muito sem preocupação com acesso a internet, mesmo que grátis e ilimitada, sendo conhecido “por esse Brasil inteiro”. Imagino que com toda essa popularidade, com os 15 minutos grátis de internet, teria um séqüito considerável no Twitter e diversos perfis lotados no Facebook.


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CAVALO PRETO
                             Anacleto Rosas Jr.

        Tenho um cavalo preto por nome de ventania 
        Um laço de doze braças do couro de uma novilha 
        Tenho um cachorro bragado que é pra minha companhia 
        Sou um caboclo folgado, ai eu não tenho família. 

        No lombo do meu Cavalo eu viajo o dia inteiro 
        Vou de um estado pra outro, eu não tenho paradeiro 
        Quem quiser ser meu patrão me ofereça mais dinheiro 
        Eu sou muito conhecido por esse Brasil inteiro. 

        Tenho uma capa gaúcha que troquei por boi carreiro 
        Tenho dois pelegos grandes que é pura lã de carneiro 
        Um me serve de colchão, o outro de travesseiro 
        Com minha capa gaúcha eu me cubro o corpo inteiro 

        Adeus que eu já estou partindo vou posar noutra cidade 
        Depois de amanhã bem cedo quero estar em piedade 
        Deus me deu este destino e muita felicidade 
        Onde eu passo com meu preto deixo rastro de saudade! 


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            Para ouvir a música acima publicada, escolhi a interpretação de da primeira gravação dessa música que teve um regravação muito conhecida, 1970, por Sérgio Reis, e mais recentemente pelos irmãos Victor e Léo. Vamos ouvir, então, Palmeira e Luzinho cantando "Cavalo Preto".


  
            Um grande abraço para todos e até o próximo encontro.

Wilmar Machado

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

ORATÓRIO CAMPEIRO - DE SÃO NICOLAU A PAPAI NOEL



A dignidade pessoal e a honra não podem ser protegidas por outros.
Devem ser zeladas pelo indivíduo em particular.
(Mohandas Karamchand Gandhi)




Amigas e Amigos,


               Estamos vivendo a segunda semana do Tempo do Advento que, para os cristãos, significa a preparação para a grande festividade do nascimento de Cristo ou a festa do Natal. Particularmente, hoje, a Igreja dedica o dia a um Santo muito relacionado ao tempo natalício: São Nicolau, que viveu entre os séculos III e IV.

               Antes de falar desse Santo e de sua relação com o Natal, comento a notícia do “Bom Dia DF”, de hoje pela manhã, e que pode ser encontrada no portal G1 (http://g1.globo.com) sobre um canal do governo do Distrito Federal para atender cidadãos que queiram fazer denúncias sobre irregularidades em contratos e licitações. Esse “Disque Corrupção” será lançado oficialmente nesta quinta-feira, dia 8. No portal G1, pode-se ler que:
Qualquer pessoa poderá fazer a denúncia, principalmente os servidores públicos do GDF. Não é preciso se identificar. Para denunciar o crime, o cidadão pode ligar no número 0800-644-9060 ou ir pessoalmente à Ouvidoria Geral do governo, que fica no 14º andar do anexo do Buriti. De acordo com a ouvidora-geral do GDF, Vera Lúcia Coelho, depois que a denúncia for recebida, haverá análise do conteúdo. Caso haja indícios de crime, a informação será encaminhada à polícia e demais órgãos competentes. “As denúncias também serão tratadas pela Secretaria de Transparência e Controle”, explicou Vera. As informações apuradas pela equipe do Disque Corrupção serão lançadas no Portal da Transparência. O governo estima que os resultados de apuração das denúncias devem começar a ser publicados no portal a partir do primeiro trimestre de 2012.

               Se parecer piada pronta, não fiz por merecer qualquer crédito sobre a mesma. Achei interessante a entrevista da ouvidora-geral, pois ela passou a imagem de quem acredita na associação entre o “Disque Corrupção” e o “Portal da Transparência”. De minha parte, o que fica é a preocupação com a percepção de nossos bem intencionados políticos sobre o entendimento da população de determinados negócios não muito limpos que estejam sobre a condução deles. Nessa situação, o “Disque Corrupção” poderia funcionar como um alerta para a preparação de defesa ou para “dar uma sossegada” até que tudo esteja esquecido novamente.

               A menos que o “Disque Corrupção” esteja “beneficiando” alguém com alguma “renda extra”, não entendo sua necessidade nesse momento. Explicando um pouco melhor, para que discar se hoje para tratar corrupção na área política bastaria escolher uma parte dessa área e começar uma investigação séria (não essas de CPI ou de Comissões de Ética, cujo objetivo é vender mais “pizzas”). A impressão que fica é, salvo melhor juízo, de que foi “descoberta” mais uma forma de desperdiçar dinheiro público.

               Depois do comentário acima, vamos voltar ao nosso Santo do dia. São Nicolau de Mira, São Nicolau de Bari, São Nicolau ou Santa Claus são as denominações desse Santo de grande popularidade em todo o mundo que tem a maior quantidade de imagens, pelo carinho demonstrado pelo povo do mundo inteiro. Ele é Padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas.



               Segundo o portal das Irmãs Paulinas (http://www.paulinas.org.br), São Nicolau “colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição veio a sua fama de amigo das crianças. Mais tarde, ele foi incluído nos rituais natalinos [...] ligando Nicolau ao nascimento do Menino Jesus”. Ele foi inspiração para o surgimento do Papai Noel, o símbolo do amor, da bondade, da ternura em relação às crianças, especialmente as mais pobres. Quando comentada a  numerosa quantidade de imagens que existem de São Nicolau, não se considera as que representam Papai Noel, nos países latinos, ou Nikolaus, na Alemanha, ou Santa Claus, nos países anglo-saxões.

               Para esse Oratório, encontrei no dia de hoje, no portal Claretiano do Brasil (http://www.claretianos.com.br), a oração que publico abaixo:

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ORAÇÃO DA PAZ QUE VEM DE DEUS

     Deus, nosso Pai, concedei, hoje, a paz,
     O vosso shalom, a todos os homens de boa vontade.
     Concedei a paz sobretudo às crianças, aos jovens,
     Levados de arrastão pela nossa vida
     Tantas vezes inconseqüente, negligente,
     Mais inclinada ao egoísmo, que à partilha e à comunhão.
     Concedei a paz aos que não tiveram oportunidades. 
     Concedei a paz aos que já não sabem a quem recorrer,
     A quem implorar, mas que ainda encontram forças
     Para elevar aos céus o rosto amargurado
     E silencioso de tanto sofrer.
     Concedei a paz aos que elevam a vós, ó Pai,
     A fraca luz de seus olhos já cansados
     De procurar e nada encontrar.
     Concedei a paz
     Aos que já não acreditam na bondade humana
     E somente em vós buscam refúgio e proteção,
     Clamando noite e dia:
     Senhor, meu deus, de dia clamo a vós,
     E de noite vos dirijo o meu lamento.
     Chegue até vós a minha prece,
     Inclinai vossos ouvidos à minha súplica.
     A minha alma está saturada de males,
     E próxima da região dos mortos a minha vida (Sl 87, 2ss).
     Neste dia, Senhor,
     Ensinai-nos o acolhimento,
     O respeito pela dignidade de cada um,
     Sabendo que a elevação do outro é a elevação de nós mesmos.
     Mais que mensageiros da paz,
     Fazei-nos construtores da paz,
     Da alegria, da concórdia e da união.
     Seja cumprida a vossa promessa:
     De suas espadas eles forjarão relhas de arado,
     E de suas lanças, foices. 
     Uma nação não levantará a espada contra a outra,
     e já não se adestrarão para a guerra (Isaías, 2,4).

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               A música escolhida para acompanhar nossa meditação de hoje é "O Velhinho", de Octávio Fiho, na interpretação de Wilson Paim (música 8 do CD Natal Gaúcho, do próprio Paim).




               Um grande abraço e que a Paz de Cristo permaneça conosco!

Wilmar Machado

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ABRINDO A PORTEIRA - O CARRO E (O CORTE DE VAGAS D)A FACULDADE



A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer.
(Mário Quintana)



Amigas e Amigos,



               Na página sobre o cotidiano na Folha de São Paulo (http://www.folha.uol.com.br), encontrei, hoje, que cerca de 73% do corte de vagas anunciado pelo Ministério da Educação em cursos superiores – por conta do desempenho insatisfatório na última avaliação nacional – atinge somente postos ociosos não preenchido pelas instituições. Segundo a Folha:
A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC concluiu na sexta-feira a publicação de todos os cortes que serão feitos nos cursos da área de saúde. Serão fechadas todas as vagas ociosas das instituições mal avaliadas e uma parte (de 20% a 65%) das efetivas, de acordo com o CPC (Conceito Preliminar de Curso) obtido. Os cortes na saúde atingem 31.543 vagas e dez cursos de graduação em todo o país. Do total de postos, 72,8% não estavam sendo usados pelas universidades, centros universitários ou faculdades. Trata-se de vagas que não foram preenchidas nos processos seletivos ou que as instituições optaram por não oferecer, apesar de terem a autorização do MEC. Fisioterapia, por exemplo, foi o curso com mais vagas ociosas cortadas - 5.590, o que corresponde a 82,2% do total encerrado. A única exceção foi medicina, em que o corte de 514 vagas foi só de efetivas. O curso é um dos mais procurados e, por isso, praticamente não há ociosidade. [...] O MEC considera que houve avanço no processo, pois foi a primeira vez que o governo conseguiu discriminar vagas efetivas e ociosas. A lista dos cortes nos cursos de administração e ciências contábeis deve ser anunciada nesta semana.

               O secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação, Luís Fernando Massonetto, disse não ser “fictício” o corte de 50 mil vagas, ainda que cerca de somente 27% seja de postos efetivamente preenchidos nas instituições atingidas. O secretário considera igualmente importante limitar as “vagas” ociosas. Ao ser questionado se o anúncio do corte dos cursos de Direito, feito em janeiro, poderia ter atingido somente vaga ociosa, o secretário tergiversou: “O que acontece com o curso de Direito se repete com o de Medicina. Como são muito procurados, há uma aproximação entre o número de vagas do cadastro e o efetivamente preenchido. Mas pode ter havido corte de vagas ociosas também”.

               A última frase da resposta deixa aparente o desconhecimento do secretário sobre o assunto, desqualificando suas afirmações inicias. A resposta foi tão clara como algo do tipo: “Eu acho que talvez possa se afirmar que talvez sim ou, de repente, talvez não; o que não se pode desprezar é a opção de que, talvez, possa se ter uma resposta do tipo talvez”. Nem o fictício prefeito Odorico poderia ser mais elucidativo.

               Na própria Folha, duas opiniões bem mais equilibradas. A primeira, do membro do Conselho Nacional de Educação, Milton Linhares, sobre o fechamento de vagas, em que ele afirma que “Se o corte de vagas implica sonhar que o curso irá melhorar, não vai alcançar esse efeito" e a segunda, do professor da Universidade de Brasília, Erasto Mendonça, sobre a ociosidade das vagas fechadas, afirmando que tal fato “Torna a iniciativa, que é correta, um pouco inócua".

               Nos últimos tempos, parece que qualquer coisa conduzida pelo Ministério da Educação tende a se tornar um transtorno para o governo, que deve estar muito ansioso pela anunciada reforma ministerial, prevista para o início do ano, na expectativa de que uma troca de ministros corrija os “desatinos” daquele Ministério.



               A música escolhida para combinar com o assunto de hoje é de Sulino e José Fortuna, com o título “O Carro e a Faculdade”. A interpretação é do Trio Parada Dura, presente no CD 2 da coleção BIS (Sertanejo).



               Um grande abraço, uma boa semana e até o próximo encontro!

Wilmar Machado